Nosso Moinho de Vento
Iniciativa independente de um morador

Um condomínio como o Moinho de Vento com 258 unidades pode ser ainda melhor cuidado com a participação mais ativa dos moradores.

O Nosso Moinho de Vento é uma iniciativa independente, criada por um morador e aberta à participação e à colaboração de todos.

Seu objetivo é ampliar a escuta, organizar informações e acompanhar assuntos de interesse coletivo. A responsabilidade editorial do site é de Johnny Palma, morador.

Não representa o condomínio, a administração, o conselho ou o conjunto dos moradores. Não substitui os canais oficiais nem as decisões das assembleias.

A virada de chave

As competências permanecem. O que pode melhorar é a forma de organizar, acompanhar e verificar.

A legislação, a Convenção e as decisões assembleares continuam sendo a base. A ideia é detalhar processos e ampliar a participação dos moradores, com mais clareza, continuidade e possibilidade de acompanhamento.

Visão geral em seis pontos Toque em um tema para comparar
1Responsabilidades e controlesAs competências formais permanecem; as etapas operacionais podem ganhar papéis e verificações definidos.
Como funciona hoje

A legislação e a Convenção atribuem ao síndico a responsabilidade pela administração, sob fiscalização e deliberações cabíveis.

Como poderia funcionar

O Regimento poderia detalhar quem solicita, analisa, recomenda, aprova, executa, verifica e registra cada processo, sem alterar as competências legais.

2Segregação de funçõesDecisões relevantes poderiam contar com verificação proporcional ao risco.
Como funciona hoje

A Convenção não detalha, para cada processo, a separação entre cotação, aprovação, contratação, recebimento e pagamento.

Como poderia funcionar

Regras internas poderiam distribuir essas etapas entre pessoas diferentes ou prever verificação independente quando a estrutura não permitisse a separação completa.

3Participação ao longo do anoPoderia haver mais previsibilidade para informar, sugerir e acompanhar.
Como funciona hoje

A participação formal ocorre principalmente nas assembleias e nos canais previstos.

Como poderia funcionar

Um calendário de acompanhamento e um canal organizado de sugestões poderiam ajudar a preparar melhor os temas ao longo do ano.

4Processos, metas e indicadoresA execução poderia ficar mais fácil de acompanhar.
Como funciona hoje

Informações e rotinas podem existir sem um padrão único de apresentação, periodicidade e acompanhamento.

Como poderia funcionar

O Regimento poderia estabelecer processos mínimos, responsáveis, prazos, evidências, metas e indicadores proporcionais a cada tema.

5Planejamento de obras e investimentosPrioridades poderiam ser discutidas com visão de longo prazo.
Como funciona hoje

As necessidades de obras e investimentos podem ser tratadas individualmente, conforme surgem.

Como poderia funcionar

Um plano plurianual indicativo, revisado periodicamente e submetido às aprovações cabíveis, poderia organizar prioridades, etapas, custos estimados e fontes de recursos.

6Transparência responsávelAs informações poderiam ser mais claras, periódicas e protegidas.
Como funciona hoje

A disponibilização de informações pode ocorrer em formatos e momentos diferentes, o que dificulta uma visão comparável ao longo do tempo.

Como poderia funcionar

Informações de interesse coletivo poderiam ser apresentadas aos condôminos em formato claro e verificável, preservando dados pessoais, segurança, negociações e sigilos legítimos.

Um condomínio menos dependente do nome de quem administra — e mais apoiado em regras claras de governança.

Onde queremos chegar

Um destino claro, escrito antes de escolher o caminho.

Missão

Por que existimos

Mobilizar os moradores e transformar informação em participação qualificada, contribuindo para a segurança, a qualidade de vida, a valorização do patrimônio e uma gestão cada vez mais profissional e transparente no Moinho de Vento.

Visão

Onde queremos chegar

Contribuir para que o Moinho de Vento esteja entre os condomínios mais desejados de Valinhos — reconhecido pela segurança, conservação, valorização, gestão profissional, transparência e participação responsável dos moradores.

Valores

A base para orientar decisões, regras e práticas de gestão.

O condomínio é dos condôminosTodo ato de administração deve ser íntegro e atender ao interesse coletivo legítimo dos condôminos, observando a legislação, a Convenção, o Regimento Interno e as deliberações assembleares.
Segurança, bem-estar e valorizaçãoDecisões e prioridades devem contribuir para a segurança, a qualidade de vida, o bem-estar dos moradores, a conservação e a valorização do patrimônio comum.
Transparência responsávelInformações de interesse coletivo devem ser acessíveis e verificáveis, com decisões rastreáveis, responsabilidades definidas e prestação de contas clara, preservando dados pessoais, segurança, negociações e sigilos legítimos.
Participação construtivaOpiniões diferentes devem ser ouvidas com respeito, e os debates devem se concentrar em fatos, dados e ideias — não em pessoas.
Gestão profissional e visão de longo prazoPlanejamento, processos claros, responsabilidades definidas, indicadores e acompanhamento contínuo devem orientar as decisões e a execução.
Regras de governança

Cinco regras que poderiam apoiar e orientar qualquer gestão do Moinho.

Os valores indicam a base. Estas regras de governança mostram como ela poderia ser aplicada no dia a dia. Os procedimentos detalhados poderiam ser definidos no Regimento Interno, respeitadas a legislação, a Convenção e as competências de cada instância.

1

Competências e decisões respeitadas

As competências formais permaneceriam como previstas na legislação, na Convenção, no Regimento Interno e nas deliberações assembleares. Consultas e enquetes poderiam apoiar a escuta e o debate, sem substituir decisões, convocações ou atos formais.

2

Segregação e verificação

Solicitar, cotar, recomendar, aprovar, contratar, conferir e pagar poderiam ser tratados como etapas distintas. Sempre que possível, envolveriam pessoas diferentes; quando isso não fosse viável, haveria verificação posterior independente e registro das evidências.

3

Planejamento, metas e acompanhamento

Planos e decisões relevantes poderiam ter objetivos, responsáveis, prazos, indicadores e acompanhamento periódico, com ajustes sempre que a realidade ou as deliberações dos condôminos exigissem.

4

Transparência e acesso à informação

A regra poderia ser a publicação regular de todas as informações de interesse coletivo que possam ser divulgadas, em linguagem clara e com acesso fácil aos condôminos. As exceções se limitariam à proteção de dados pessoais, à segurança, às negociações em curso e aos sigilos legítimos, com indicação do motivo da restrição.

5

Fiscalização com acesso e evidências

O Conselho, no exercício de suas atribuições, teria acesso às informações e aos documentos necessários para fiscalizar contas, despesas, contratos, obras e movimentações financeiras. Grupos de apoio eventualmente constituídos teriam função consultiva, escopo definido e acesso limitado ao necessário.

O modelo, em uma imagem

Uma possibilidade: organizar melhor a estrutura já prevista na Convenção.

A proposta parte da possibilidade de organizar parte dessas práticas dentro da estrutura já prevista na Convenção, especialmente por meio da atuação do conselho. Sua implementação concreta dependeria de detalhamento e das aprovações cabíveis. Abaixo, uma forma de visualizar essa sugestão.

CONDÔMINOS · Assembleias
Instância deliberativa nas matérias de sua competência — elege, delibera, acompanha e fiscaliza nos termos da legislação e da Convenção
Fiscaliza ativamente
Conselho consultivo
Organizado por áreas. Conselheiro e suplente participam ativamente do planejamento de cada área, com base nas metas definidas pelos condôminos, e levam as ideias dos condôminos ao debate entre conselho e administração. Cada conselheiro presta contas direto aos condôminos. São 6 áreas × 2 = 12 pessoas.
1RH (Pessoas)Conselheiro + Suplente
2Compras & ContratosConselheiro + Suplente
3Reformas e modernizaçãoConselheiro + Suplente
4Atendimento & ComunicaçãoConselheiro + Suplente
5SegurançaConselheiro + Suplente
6ManutençãoConselheiro + Suplente
Executa e coordena
Síndico · Gerente Geral
Responsável pela administração e representante legal do condomínio. Atua conforme a legislação, a Convenção e as deliberações da assembleia, com apoio de processos, informações e mecanismos de acompanhamento. Pode ser um morador ou, no futuro, um síndico profissional.
Integrante do Conselho em função de apoio
Pode cooperar com o síndico em atividades definidas e substituí-lo nas hipóteses previstas na Convenção. Se participar da execução de um ato, não realiza sozinho a verificação desse mesmo ato.
Colaboradores do Moinho de Vento
Gestão compartilhada por setores

Seis frentes que sempre vão precisar de atenção.

Independente de quem administra, o condomínio tem seis áreas que nunca deixam de existir. Este site acompanha as seis — com números, quando houver; com as perguntas dos moradores, sempre. Onde aparecer voluntario disposto, melhor ainda.

👥

RH (Pessoas)

Equipe, treinamento e escalas.

  • Mapear funções e treinar a equipe
  • Escalas e clima de trabalho
  • Procedimentos que o funcionário assina
🛒

Finanças, Compras & Contratos

Acompanhamento de caixa, cotações e contratos.

  • Tesouraria e orçamento (dupla verificação)
  • Tomada de preços (3 cotações)
  • Divulgar contratações conforme critérios de transparência e proteção
🏗️

Reformas e modernização

Projetos e valor do ativo.

  • Projeto, ART e cronograma
  • Acompanhar físico × financeiro
  • Preservar e valorizar o patrimônio
💬

Atendimento ao condômino & Comunicação

A voz do morador e os informativos.

  • Canal de atendimento com prazo
  • Comunicação e informativos aos condôminos
  • Pesquisa de satisfação
🛡️

Segurança

Uma das maiores contas — dividida em 4 sub-frentes.

  • Portaria, câmeras, rondas, prevenção
  • Custo × eficiência da segurança
  • Cada frente com quem acompanha
🌳

Manutenção

Um pilar grande — dividido em 5 sub-frentes.

  • Plano preventivo publicado
  • Infra, verde, quadras, piscina, social
  • Cada espaço com quem cuida

🌳 Dentro da Manutenção — um pilar grande, dividido em sub-frentes

Manutenção é uma das maiores responsabilidades do condomínio. Por isso ela mesma se divide em frentes menores, cada uma com seu grupo — assim ninguém carrega tudo e cada espaço tem quem cuide.

🚰

Infraestrutura

Água, esgoto, iluminação, pavimentação e redes.

🌲

Reservas & Jardins

Mata nativa, áreas verdes, paisagismo e alamedas.

🎾

Quadras & Parques

Tênis, beach tennis, poliesportivo, mini-campos e playground.

🏊

Piscina & Academia

Piscina, academia e áreas de atividade física.

🍽️

Espaços sociais

Salão social, restaurante e churrasqueiras.

🛡️ Dentro da Segurança — a maior conta, sob quatro olhares

Segurança é uma das maiores despesas do condomínio. Dividi-la em frentes ajuda a acompanhar custo e eficiência de cada parte, sem depender de uma pessoa só.

🚪

Portaria & Acesso

Entrada de pedestres, veículos, visitantes e prestadores.

📹

Câmeras & Monitoramento

CFTV, central de imagens e cobertura do perímetro.

🚨

Rondas & Vigilância

Vigilantes, rondas internas e o muro que cerca tudo.

🧯

Prevenção & Emergências

Prevenção de incêndio, brigada e plano de emergência.

O que muda, na prática, no papel do síndico?

O que muda: o papel poderia ser mais parecido com o de um administrador de empresa — com metas, procedimentos e regras a seguir, compartilhando os diferentes temas com os conselheiros, com foco no condômino. Com um escopo melhor definido, a função fica mais simples de exercer — tanto para um síndico morador quanto para um síndico profissional contratado.
O que não muda: a responsabilidade legal. Pela Convenção, ele segue sendo o responsável legal e o representante do condomínio.
⚖️ Respeita a Convenção: ela já admite que a administração caiba a "síndico ou administrador, condômino ou não" (Cláusula 22ª). As regras, metas e indicadores entram no Regimento Interno — sem alterar a Convenção.
Quando e como as decisões acontecem

Um calendário fixo de assembleias e encontros ao longo do ano — com a pauta construída pelos moradores e pela administração.

A Convenção já permite convocar uma AGE a qualquer tempo (Cláusula 16ª) — pelo síndico ou por 1/4 das unidades. A proposta cria, mediante convocação formal, um calendário fixo, definido no início do ano: a assembleia geral ordinária mais encontros trimestrais de acompanhamento e prestação de contas — e, quando houver decisão a tomar, aquele encontro já marcado vira AGE.

Como funciona

CALENDÁRIO
Datas fixas

A assembleia geral ordinária no primeiro trimestre — como a Convenção já prevê — mais três encontros nos trimestres seguintes, com as datas publicadas em janeiro.

COLETA DE TEMAS
Todos sugerem temas

Condôminos e administração propõem os assuntos.

DEFINIÇÃO DA PAUTA
Os condôminos votam a pauta

Os temas sugeridos podem passar por uma consulta simples — os mais apoiados são priorizados na proposta de pauta, sem excluir matérias obrigatórias ou urgentes.

Painel de informações

Informações importantes, acessíveis quando o condômino precisar.

Contas, contratos, cotações, obras e indicadores poderiam ser publicados regularmente, com acesso fácil e as proteções necessárias.

📊

Contas mensais

Entradas, saídas por categoria e saldo — em painel simples.

📄

Contratos e cotações

Informações sobre contratos relevantes e cotações, com proteção de dados, segurança e negociações em curso.

🏗️

Obras acompanhadas

O que foi feito × o que foi pago, com fotos e medições.

🗂️

Atas e pautas

Publicadas em prazo curto, com os documentos antes da decisão.

📈

Indicadores

Satisfação, inadimplência, execução do orçamento — com metas.

🔒

Respeitando a LGPD

As informações de interesse coletivo devem ser divulgadas com proteção de dados pessoais, segurança e sigilos legítimos.

Valores · regras · indicadores

Cada valor vira uma regra, um indicador — e uma meta que todos podem cobrar.

Cada valor do modelo vira uma regra prática e um indicador público — tudo amarrado. Estas metas são multianuais (2027–2030), acompanhadas, para que nada fique na promessa.

ValorRegra (como se pratica)Indicador (o que se mede)Meta (o alvo)
ValorO condômino é o dono RegraAssembleia geral anual + encontros trimestrais de acompanhamento, com pauta construída pelos condôminos; eleição a cada 2 anos. IndicadorNúmero de encontros e assembleias realizados no ano, com pauta dos condôminos e ata/registro publicado em até 5 dias úteis. Meta4 de 4 por ano
ValorQualidade de vida — segurança, convivência, patrimônio e bem-estar RegraCada espaço com padrão e procedimento de manutenção; canal de atendimento com prazo. IndicadorSatisfação dos condôminos; manutenção realizada conforme procedimento. MetaSatisfação ≥ 4,7Manutenção ≥ 95%
ValorGestão profissional — por procedimentos e regras RegraA administração opera por procedimentos escritos, um por área — incluindo a separação de funções (regra dos "4 olhos"). IndicadorNúmero de procedimentos escritos e colocados em prática (um por área de atuação). Meta6 procedimentos (um por área) até meados de 2027
Cada procedimento é compartilhado com antecedência, aprovado em assembleia e passa a integrar o Regimento Interno.
ValorTransparência RegraPublicar é a regra; contas com comprovantes; despesa recorrente separada da extraordinária. Indicador% publicado no prazo. Meta100% do conjunto mínimo no prazo
Definir com clareza os dados mínimos a publicar, o prazo e o formato.
ValorPlanejamento de longo prazo RegraPlano Diretor das Áreas Comuns 2027–2030, revisado 1×/ano. Indicador1º Plano Diretor plurianual (2027–2030) construído e aprovado; marcos concluídos nas datas do plano. MetaPlano aprovado até maio/2027≥ 85% dos marcos nas datas

Os números exatos são um ponto de partida — serão calibrados e aprovados junto com os condôminos.

Como esta iniciativa cresce

De vizinho em vizinho, no ritmo de cada um.

Este plano só vira realidade se cada um de nós se envolver e contribuir — e se conversarmos com nossos vizinhos e amigos para construir juntos algo que represente a grande maioria do condomínio: não precisa ser unânime, mas deve refletir a vontade da ampla maioria.

1

Leia e se aproprie

Leia, questione, melhore, participe. A ideia é sua também.

2

Converse e reflita

Converse e reflita sobre esta iniciativa com seus vizinhos e amigos. Conversar sobre fatos, ideias e planos para nosso condomínio é mais importante do que falar sobre pessoas, vizinhos, grupos ou sobre quem está ocupando o cargo de síndico.

3

Contribua do seu jeito

Sem compromisso e sem exposição. Contribua para o condomínio ser melhor de morar, melhor gerido e mais valorizado — e para que a gente continue vizinho, cada vez mais em harmonia.

Perguntas que todo mundo faz

Sem rodeios.

Isto pode ser feito sem alterar a Convenção do condomínio?

Sim. A proposta não substitui a assembleia, não retira as atribuições legais do síndico e não cria outro órgão de administração. Ela organiza, por meio do Regimento Interno, como a administração e o Conselho exercem as competências que a própria Convenção já estabelece.

Podem ser definidos processos de transparência, acompanhamento, compras, segregação de funções, conflitos de interesse, metas, indicadores, calendário e organização do Conselho por áreas.

A própria Convenção prevê que alterações do Regimento sejam deliberadas em assembleia e estabelece, na Cláusula 18ª, aprovação em segunda convocação com qualquer número de presentes. A exigência de 2/3 do total aplica-se à alteração da Convenção — caminho que esta proposta procura evitar.

Como isto sai do papel? Quem aprova?

A proposta precisa ser detalhada como uma revisão do Regimento Interno e submetida a uma assembleia convocada especificamente para esse fim. A redação deve organizar processos e controles sem alterar as competências da assembleia, do síndico e do Conselho previstas na Convenção.

A aprovação seguirá o rito das Cláusulas 16ª a 18ª: 2/3 das unidades em primeira convocação e, em segunda convocação, deliberação com qualquer número de presentes.

Em parte, já não é assim hoje?

Em parte sim — há muitas coisas boas, e todos reconhecemos o trabalho de todas as administrações ao longo destes últimos 30 anos. Mas o ponto principal da proposta é a profissionalização da gestão: procedimentos e regras que deem mais sustentação e melhores resultados nos próximos anos, menos dependentes de quem ocupa o cargo. A Convenção é de 1998, enquanto o Regimento Interno passou por revisões posteriores, inclusive em 2022. A proposta é aperfeiçoar os procedimentos de gestão pelo instrumento adequado, sem alterar as competências definidas na Convenção.

Como será, na prática, a implantação desta proposta? Vai burocratizar e gerar mais trabalho para a administração?

Não. Boa parte do que se pretende organizar provavelmente já acontece — só não está escrita nem visível. A estrutura básica já existe: síndico, Conselho e equipe administrativa. A Convenção prevê que os conselheiros cooperem com o síndico na administração (Cláusula 25ª). A proposta organiza essa cooperação e permite grupos de apoio quando formalmente constituídos, preservando as competências do síndico, do Conselho e da assembleia.

A assembleia pode aprovar no Regimento Interno procedimentos permanentes para o dia a dia. Isso evita rediscutir rotinas já definidas, sem dispensar novas deliberações quando a Convenção, a lei, o orçamento ou a natureza da decisão exigirem.

Qualquer decisão futura que envolva custo — contratar um administrador ou um síndico profissional, por exemplo — só acontece se couber no orçamento e for aprovada em assembleia, como qualquer outra despesa.

A tendência é simplificar, não complicar.

Dupla revisão ("quatro olhos") não exige contratar mais gente e criar estrutura?

Não — e essa é a parte boa. Dupla revisão é separar papéis entre quem já existe, não somar gente — e possivelmente algo desse tipo já aconteça, apenas sem estar escrito nem visível. Ao delegar atividades aos conselheiros já damos um passo importante nesse sentido, e os comitês de moradores somam mais um. O "quatro olhos" nasce só de distribuir os passos entre quem já trabalha no condomínio — a equipe administrativa, o conselho e os comitês: quem cota não é quem aprova; quem recebe e confere não é quem paga. Resultado: mais controle com a estrutura que já temos.

O conselho já existe. O que muda para quem já está nele?

Muda o como — e muda a favor de quem já está lá. A Convenção já atribui ao conselho fiscalizar as contas e acompanhar as obras (Cláusula 27ª); o que falta não é atribuição, é estrutura: sem processo, sem calendário e sem informação organizada, fiscalizar vira um encargo quase impossível para um trabalho voluntário. Com um conjunto de regras e metas escrito no Regimento Interno e o conselho organizado por área — cada conselheiro cuidando da sua frente —, a participação deixa de ser "de fora" e passa a ser ativa, dentro de cada tópico: o conselheiro acompanha, analisa e recomenda dentro da sua área, com acesso às informações necessárias. Quando colaborar na execução de uma atividade, a verificação daquele mesmo ato deve ser feita por outra pessoa, preservando a independência da fiscalização.

Como teremos certeza de que os futuros síndicos seguirão este modelo?

Primeiro, é preciso que a proposta engaje um grande número de moradores e seja discutida e aprovada em AGE. Aprovado, o modelo é deliberado pela assembleia e escrito no Regimento — deixa de ser "expectativa" e vira compromisso que a administração assumiu. E o próprio modelo revela qualquer descumprimento: fica visível (pela transparência contínua) e cobrável pelo conselho e por qualquer condômino. Na eleição, cada candidato poderá dizer publicamente se assume o modelo — inclusive quem já estiver no cargo — e cada condômino decide com essa informação na mão. Se for um síndico profissional, tudo isto vai para o contrato.

Isso não é um grupo querendo "agitar"?

É o contrário. No nosso condomínio o problema nunca foi disputa de grupos — o que existe é uma aspiração legítima por um modelo de gestão mais profissional, com mais transparência e que coloque o condômino no centro de tudo. A proposta olha para frente: construir um modelo de gestão profissional, com regras, procedimentos, metas e indicadores escritos — de modo que quem estiver à frente da administração tenha mais apoio para administrar: clareza sobre o que se espera, o conselho dividindo os temas por área, e um caminho já traçado, em vez de começar do zero a cada gestão. É sobre regras, não sobre nomes.

Como vamos garantir que o modelo funcione bem?

Implantando em etapas, no ritmo do condomínio, e aperfeiçoando permanentemente conforme a vivência real do dia a dia. Como o modelo fica no Regimento Interno (e não na Convenção), os condôminos podem ajustar e melhorar seus processos por deliberação da assembleia, conforme o rito da Cláusula 18ª — na medida da necessidade. Não é "muda de uma vez e pronto": é um caminho vivo, que evolui com a prática e com a participação de todos — e por isso tende a funcionar cada vez melhor.

Vocês guardam meu nome ou sabem quem eu sou?

Não. A página não tem campo de nome, casa, telefone ou e-mail — não é que a gente não use: não existe onde escrever. Quando você marco que fica registrado é apenas o que você escreveu. Esse código não contém nome, unidade, e-mail ou telefone e não é armazenado como vínculo de identidade da contribuição. Se escrever um recado, ele chega sem assinatura — por isso vale escrever sem se identificar.

De quem partiu isto?

É uma pergunta justa — e a resposta é que isso importa menos do que parece, de propósito. Este modelo não é a bandeira de um grupo: ele está aberto à construção com os condôminos. Foi pensado como uma semente que passa de vizinho para vizinho e pode ser aperfeiçoada pelas contribuições recebidas.

Qual é a sua pergunta?

Esta lista não está completa — e não tem como estar. Se a sua dúvida não aparece aqui, deixe-a registrada nos comentários: ela pode entrar na próxima revisão e ajudar outros vizinhos a entender melhor. Perguntas relevantes podem ser agrupadas e reescritas sem identificação nominal, salvo se a própria pessoa optar por se identificar.

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A iniciativa tem responsável e está aberta à colaboração.

É uma proposta independente, aberta à contribuição dos moradores.

Os comentários podem contribuir para novas revisões — o texto evolui quando as contribuições são pertinentes e verificáveis. E só vira realidade se for construído e apoiado por muita gente.